Tempo de amar


Eu entendo o amor como um ser a parte. Um animal que mora dentro de nós e que possui desejo próprio e que, quando alimentado, é capaz de nos dominar completamente e tomar o controle de nossos corpos e de nossas vidas.

E por isso não consigo enxergar o amor como muitos pregam: aquela coisa bonita, pura, perfeita.

O amor possui todos os sentimentos, todos os defeitos e todas as qualidades… E esses sentimentos, quando estimulados, se tornam gigantes, potentes e, muitas vezes, terríveis.

Só quem ama é capaz de sentir a alegria extrema, a paixão extrema, mas também, muitas vezes, o ódio infernal, que queima todas as artérias e torce todos os músculos.

O amor é esse bicho, que quando recebe afagos se torna feliz, quando é ignorado se sente triste e, quando é ferido, pode se tornar uma besta apocalíptica.

O amor é amplo, é abrangente, muitas vezes paradoxal. Mas é sincero, é impulsivo, é selvagem. O amor é a única forma de sentir a plenitude da vida.

Mas por trás de qualquer explicação minha ou de outros, por trás de qualquer definição científica ou esotérica, sempre ficará o mistério, pois, acima de tudo, isso é o amor: um monte de reações físicas e químicas, mas que se resumem num eterno mistério de nossa essência.

 

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por Alberis Fernandes Publicado em Poesia

2 comentários a “Tempo de amar

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